Assim como o universo muda constantemente do implicado para o explicado, o fluxo do não-visto para o visto é o que constrói a dinâmica da criação. É essa natureza constantemente mutável da criação que John Wheeler tinha em mente quando descreveu o universo como "participativo" - isto é, inacabado e continuamente respondendo à consciência.
É interessante observar que é esse, precisamente, o modo pelo qual o mundo funciona, de acordo com a sabedoria das tradições antigas. Desde os antigos escritos védicos indianos, que alguns estudiosos acreditam datar de 5.000 anos A.C., aos Manuscritos do Mar Morto, de 2.000 anos de idade, as idéias convergem para a sugestão de que o mundo não passa de um espelho de coisas que acontecem em outro domínio mais elevado, ou em uma realidade mais profunda. Por exemplo, ao tecer considerações sobre novas traduções de fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto, conhecidos como Canções do Sacrifício de Sábado, seus tradutores assim resumem o conteúdo: "O que acontece na Terra não é mais do que um pálido reflexo de uma realidade mais ampla e definitiva".
Tanto a teoria quântica como os textos antigos nos levam a concluir que nos mundos invisíveis criamos o projeto dos relacionamentos, carreiras, êxitos e fracassos do mundo visível. A partir dessa perspectiva, a Matriz Divina funciona como o grande cenário cósmico que nos permite perceber a energia não-física de nossas emoções e crenças (nossa raiva, ódio e fúria, bem como nosso amor, misericórdia e compreensão) projetadas no meio físico da vida.
Assim como uma tela de cinema mostra sem avaliar qualquer imagem que tenha sido filmada, a Matriz aparentemente nos fornece uma superfície não-tendenciosa para nossas experiências e crenças interiores, a serem vistas no mundo. Algumas vezes conscientemente, mas muitas vezes sem perceber, "mostramos" nossas crenças mais verdadeiras acerca de qualquer assunto por meio dos nossos relacionamentos, desde a compaixão até a trição.
Em outras palavras, smos como artistas que expressam suas paixões, medos, sonhos e desejos mais profundos por meio da essência viva de uma misteriosa tela quântica. Entretanto, contrariamente a uma tela convencional de pintura que existe apenas em um lugar em um dado momento, nossa tela é feita da mesma coisa que constitui todas as coisas - está em toda parte e sempre se encontra presente.
(A Matriz Divina, Gregg Braden)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Da Morte à Imortalidade
"As pessoas costumam questionar o sentido da vida, especialmente o sentido de suas próprias vidas No esquema reencarnatório, começamos a ter um vislumbre das respostas às indagações sobre o sentido. Essas questões dizem respeito a nós mesmos, à nossa natureza pessoal e, de modo geral, à natureza de nossa consciência. Primeiro, exploramos tais questões no cenário exterior; isso constitui nossa fase materialista. Após muitas encarnações, quando as respostas não saem dessa maneira, voltamo-nos para dentro. No começo, a jornada interior se dá de maneira hesitante, sendo muito influenciada pelos padrões e hábitos adquiridos na jornada exterior. Gradualmente, porém, a compreensão começa a despontar. Então, subitamente, a compreensão final: não temos mais dúvidas, estamos libertados. Agora, estamos fora do ciclo nascimento-morte-renascimento; somos imortais. Se a compreensão final acontece durante a vida, após morrermos, nessa vez, não voltaremos mais. Se a compreensão ocorrer no momento da morte, também não voltaremos; será nossa morte final.
Em um dos Upanishads da Índia, há um hino:
'Leve-me do irreal ao real
Leve-me das trevas à luz
Leve-me da morte à imortalidade'."
(A Física da Alma, Amit Goswami)
Em um dos Upanishads da Índia, há um hino:
'Leve-me do irreal ao real
Leve-me das trevas à luz
Leve-me da morte à imortalidade'."
(A Física da Alma, Amit Goswami)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Não há Realidade Objetiva
Recebi esta mensagem que reproduzo abaixo, por sua importância. Como se percebe do conteúdo, a física quântica e os ensinamentos ancestrais se entrelaçam.
Quando
vocês começarem a perceber que seu mundo está sujeito aos seus pensamentos e
não o inverso, vocês simplesmente entenderão o quanto vocês pertencem a ele.
Vocês
não estão fora deste mundo. Vocês não são observadores independentes. Não
existe essa coisa de realidade objetiva porque não existem observadores
objetivos.
Vocês
estão no mix e vibram constantemente. E cada vibração sua altera a forma da
experiência da vida física que está se formando ao seu redor.
Este
universo físico depende de vocês estarem nele para observá-lo. Vocês dão forma
a ele.
Vocês
fornecem à matriz a energia da fonte que a forma. Vocês
são a grade. Vocês
são muito mais do que vocês pensam que são.
"Bem,
então, Twelve," vocês podem perguntar, "se eu estou no comando, como
tudo saiu tanto do controle?".
E
nós dizemos que é simplesmente porque vocês não sabiam do poder de sua
própria mente-corpo, de sua imaginação
como criador e suas emoções como seu indicador de alinhamento.
Vocês
são criadores magníficos, vivos e prósperos imersos na vanguarda da gloriosa
expansão do Tudo Que É. E se vocês permitirem que sua alegria natural emirja,
se permitirem que ela seja simples, essa bagunça se arrumará por si mesma.
Quando
vocês perceberem que seu Espírito, o seu eu não físico mais amplo conectado com
a Fonte, tem tudo sob controle, então vocês reconhecerão que todas as outras
coisas, essas coisas que estão fora de controle, não têm nada a ver com vocês.
Alguém
mais está criando tudo isso.
Existiram
poucas épocas mais excitantes do que esta. (O começo foi muito emocionante.)
Todos
vocês estão despertando juntos para a percepção de que seu mundo é um sonho e
que vocês são os sonhadores. E agora que sabem, vocês podem escolher estar
despertos dentro desse sonho. E quando vocês estão despertos dentro do sonho,
vocês descobrem que vocês dirigem todos os elementos do sonho. Vocês se
relacionam com todos os elementos dentro do sonho. É assim com o seu mundo
natural.
Despertem
e permitam, relaxem e aproveitem.
(Twelve Insight, por Gillian Grannum, em 12 de agosto de 2012)
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A Consciência Reina?
Se mudarmos nossas idéias sobre quem somos - e nos enxergarmos como seres criativos, eternos, criando a experiência física, unidos naquele nível da existência que chamamos de consciência - então começaremos a ver e criar de forma muito diferente esse mundo em que vivemos.
(Ed Mitchell)
Na verdade, a maioria das tradições espirituais afirma que a consciência não é "um" componente fundamental; ela é "o" componente fundamental. Todas as coisas brotam de um reservatório subjacente de consciência.
O doutor Hagelin está convencido de ser esse o caso:
A primeira de todas as experiências, poderíamos dizer, o princípio do universo, é quando a consciência pura, o campo unificado que vê a si mesmo, cria dentro de sua natureza essencialmente unificada a estrutura ternária composta de observador, observado e processo de observação. É daí, do nível mais profundo da realidade, que a consciência cria a criação, de modo que existe um relacionamento íntimo entre o observador e o observado. Eles estão essencialmente unidos como um todo inseparável na base da criação, que é o campo unificado e também nossa própria consciência mais profunda, o ser.
E com todas as definições e perguntas sobre a consciência ainda sem resposta, como o doutor Hagelin, Teresa d'Ávila, Jesus Cristo, Lao Tse, Eckhart Tolle, os sábios do Vedanta, chegaram a ter clareza sobre esse assunto? Usando a consciência para investigar a consciência. Tal como os cientistas da física utilizam instrumentos físicos de medição, os exploradores da consciência usam esse veículo para descobrir essa realidade. Vocês se lembram da narrativa de Ed Mitchell sobre seu momento de consciência cósmica? Parece ser uma experiência comum a todos os que passaram por ela - as fronteiras do ser se dissolve para revelar que o ser é tudo, em toda parte, o tempo todo. O que sugere não apenas que a consciência não é criada pelo cérebro, mas que o cérebro limita a consciência.
(Do livro Quem Somos Nós?)
(Ed Mitchell)
Na verdade, a maioria das tradições espirituais afirma que a consciência não é "um" componente fundamental; ela é "o" componente fundamental. Todas as coisas brotam de um reservatório subjacente de consciência.
O doutor Hagelin está convencido de ser esse o caso:
A primeira de todas as experiências, poderíamos dizer, o princípio do universo, é quando a consciência pura, o campo unificado que vê a si mesmo, cria dentro de sua natureza essencialmente unificada a estrutura ternária composta de observador, observado e processo de observação. É daí, do nível mais profundo da realidade, que a consciência cria a criação, de modo que existe um relacionamento íntimo entre o observador e o observado. Eles estão essencialmente unidos como um todo inseparável na base da criação, que é o campo unificado e também nossa própria consciência mais profunda, o ser.
E com todas as definições e perguntas sobre a consciência ainda sem resposta, como o doutor Hagelin, Teresa d'Ávila, Jesus Cristo, Lao Tse, Eckhart Tolle, os sábios do Vedanta, chegaram a ter clareza sobre esse assunto? Usando a consciência para investigar a consciência. Tal como os cientistas da física utilizam instrumentos físicos de medição, os exploradores da consciência usam esse veículo para descobrir essa realidade. Vocês se lembram da narrativa de Ed Mitchell sobre seu momento de consciência cósmica? Parece ser uma experiência comum a todos os que passaram por ela - as fronteiras do ser se dissolve para revelar que o ser é tudo, em toda parte, o tempo todo. O que sugere não apenas que a consciência não é criada pelo cérebro, mas que o cérebro limita a consciência.
(Do livro Quem Somos Nós?)
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A Física Quântica e a Reconstrução do Mundo
Do livro Quem Somos Nós? :
Até que ponto o observador afeta o observado?
Fred Alan Wolf diz: Você não está mudando a realidade exterior. Nem alterando as cadeiras e os caminhões, os tratores e os mísseis que estão sendo lançados - você não está mudando essas coisas! Não! Mas você está mudando a forma como percebe as coisas, ou talvez a forma como pensa sobre elas, como percebe o mundo.
Mas por que não estamos alterando caminhões, tratores e a destruição ecológica? De acordo com o doutor Joe Dispenza: "Porque perdemos o poder de observação." Ele acredita em manter a mensagem da física quântica bem simples: a observação tem um efeito direto sobre o mundo do observador. Isso motivará as pessoas a manter o foco em se tornarem observadores melhores. Ele prossegue:
O mundo subatômico responde à nossa observação, mas em geral perdemos a capacidade de atenção a cada seis a dez segundos (...). Portanto, como coisas muito grandes poderão responder a quem não tem nem mesmo a capacidade de focalizar e se concentrar? Talvez sejamos apenas maus observadores. Talvez não tenhamos dominado a habilidade de observação (...). Devíamos estar dispostos a reservar uma parte do dia para observar, com pura sinceridade, como construir um novo futuro possível para nós mesmos. Se fizermos isso, se observarmos corretamente, começaremos a ver oportunidades surgindo em nossas vidas. (Grifo nosso)
domingo, 10 de junho de 2012
Cristo, Vedas e Quântica
Encontrei no boletim do STUM - Somos Todos Um (http://somostodosum.ig.com.br/) este fantástico trecho do livro As Cartas de Cristo (www.cartasdecristobrasil.com. br), cujo conteúdo ecoa com os ensinamentos védicos ancestrais e com as mais recentes descobertas da Física Quântica. Eis o texto:
"Como revelei na Carta 1, durante o tempo em que recebi plena iluminação no deserto me foi mostrado que a matéria não era realmente sólida. Não me foi dado entender exatamente como as partículas elétricas, que chamei de ‘cintilar de partículas’, tomavam a aparência de matéria visível. Eu sabia simplesmente que estas ‘partículas’ se moviam em altas frequências de velocidade no interior da ‘MENTE DE DEUS’, e que a ‘MENTE DE DEUS’ era universal. Eu percebi que a ‘MENTE DE DEUS’ era tanto o criador - como a substância - de todas as coisas na Criação em si. Disso, eu estava absolutamente seguro. Também ‘vi’ muito claramente que o pensamento humano, quando carregado de convicção ou emoção, afetava radicalmente esse processo de materialização de formas visíveis. Portanto, a mente humana podia interferir - e de fato fazia isso - na verdadeira intenção da ‘MENTE DE DEUS’. Esta foi uma compreensão emocionante e entusiasmante, pois percebi que os mitos que os rabinos Judeus me ensinaram eram claramente falsos, e imediatamente os eliminei de minha mente. Abracei a verdade com entusiasmo, pois compreendi porque as pessoas experimentavam a miséria e o sofrimento. Isso emanava de seus próprios processos de pensamento".
"Como revelei na Carta 1, durante o tempo em que recebi plena iluminação no deserto me foi mostrado que a matéria não era realmente sólida. Não me foi dado entender exatamente como as partículas elétricas, que chamei de ‘cintilar de partículas’, tomavam a aparência de matéria visível. Eu sabia simplesmente que estas ‘partículas’ se moviam em altas frequências de velocidade no interior da ‘MENTE DE DEUS’, e que a ‘MENTE DE DEUS’ era universal. Eu percebi que a ‘MENTE DE DEUS’ era tanto o criador - como a substância - de todas as coisas na Criação em si. Disso, eu estava absolutamente seguro. Também ‘vi’ muito claramente que o pensamento humano, quando carregado de convicção ou emoção, afetava radicalmente esse processo de materialização de formas visíveis. Portanto, a mente humana podia interferir - e de fato fazia isso - na verdadeira intenção da ‘MENTE DE DEUS’. Esta foi uma compreensão emocionante e entusiasmante, pois percebi que os mitos que os rabinos Judeus me ensinaram eram claramente falsos, e imediatamente os eliminei de minha mente. Abracei a verdade com entusiasmo, pois compreendi porque as pessoas experimentavam a miséria e o sofrimento. Isso emanava de seus próprios processos de pensamento".
Estas declarações não deixam dúvida. A "mente de Deus" é, ao mesmo tempo, o Criador e a Criação. Nós somos todos co-criadores universais. Nosso pensamento tem o poder de interferir na "mente de Deus", porque nós somos partículas da "mente de Deus". Não há nada fora da "mente de Deus". Aham Brahma Asmi (eu sou Brahma).
segunda-feira, 4 de junho de 2012
A Memória Está no Cérebro?
"Atualmente há cientistas analisando a proposição de que as lembranças não estão realmente armazenadas no cérebro. Descobriu-se que se for removida uma parte do cérebro onde parecia estar localizada uma lembrança, ela ainda pode persistir! Onde ela está armazenada? Talvez em algum lugar na escala de Planck, ou no que algumas pessoas chamariam de 'registros akáshicos'. O cérebro pode ser apenas um instrumento para buscar essas lembranças dentro do universo. Ele pode ser o armazenamento local, o disco local em relação ao disco rígido cósmico onde todas as lembranças estão armazenadas." (Do livro Quem Somos Nós?)
E o que seriam os tais "registros akáshicos"?
Akasha é uma palavra em sânscrito cujo significado é "céu", "espaço" ou "éter". Segundo o ensinamento védico ancestral, o akasha é o arquivo cósmico, o conjunto de conhecimentos armazenados, englobando tudo o que ocorreu, ocorreu ou ocorrerá no universo. Uma espécie de biblioteca cósmica, todo-abrangente. Por isso ele é considerado o mais elevado dos cinco elementos, o mais poderoso, a base de todas as coisas da criação.
É o Akasha que mantém o equilíbrio do cosmos. É lá a fonte de todos os pensamentos e idéias.
E o que seriam os tais "registros akáshicos"?
Akasha é uma palavra em sânscrito cujo significado é "céu", "espaço" ou "éter". Segundo o ensinamento védico ancestral, o akasha é o arquivo cósmico, o conjunto de conhecimentos armazenados, englobando tudo o que ocorreu, ocorreu ou ocorrerá no universo. Uma espécie de biblioteca cósmica, todo-abrangente. Por isso ele é considerado o mais elevado dos cinco elementos, o mais poderoso, a base de todas as coisas da criação.
O Akasha está além do espaço e do tempo. O não-criado: incompreensível e indefinível.
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