sábado, 27 de abril de 2013

O Pensamento de Amit Goswami

"Místicos, ao contrário de religiosos, dizem sempre 
que a realidade não é duas coisas - Deus e o mundo - mas uma única coisa, 
a consciência."

(Amit Goswami)

Considerado um dos grandes físicos da atualidade, Amit Goswami, Ph.D em Física Nuclear, foi professor do departamento de Física da Universidade de Oregon, Estados Unidos, por 32 anos. Ativista quântico, trabalha atualmente como consultor, escritor, conferencista e pesquisador.

Materialista a partir dos 14 anos de idade, Amit sentiu que estava seguindo por um caminho equivocado aos 45 anos, durante uma conferência de física, e posteriormente, ao conversar com o místico Joel Morwood. Diz ele: "Eu tive o insight criativo de que a consciência, e não a matéria, é o terreno no qual a existência e a ciência podem e devem ser realizadas, nessa base metafísica". 

Goswami tem vários livros publicados e é hoje conhecido e respeitado mundialmente. Seu foco tem sido a união entre ciência e espiritualidade. 

Transcrevemos a entrevista a seguir, concedida a Wanise Martinez, publicada na revista Sexto Sentido: 

O senhor disse que a ciência e espiritualidade têm de trabalhar juntas. De que forma isso é possível?

A espiritualidade agora é vista como sendo científica. A questão importante é: ciência e religião podem trabalhar juntas? A ciência está nos ajudando a diferenciar espiritualidade e religião. A espiritualidade é um chamado natural para alguns de nós e não pode ser considerada como parte da pauta secular que separa estados e religiões. Religiões referem-se a formas de manifestar a espiritualidade em nossas vidas e existem muitos modos disso acontecer; nós devemos ser livres para investigar todas as religiões, até o ateísmo, para descobrir a espiritualidade. Esse movimento em direção ao que as pessoas estão chamando pós-secularismo é uma das mais importantes contribuições do novo paradigma da ciência integrando ciência e espiritualidade.

A que o senhor atribui essa aproximação cada vez maior entre a ciência o conhecimento das tradições místicas espirituais?

Eu penso que a nova integração de ciência e espiritualidade é parte de uma jornada evolucionária de uma tendência racional para uma intuitiva, na qual não apenas o pensamento racional é valioso, mas também está integrado com emoções e intuições.

De que maneira é possível fazer essa relação? Em que ponto elas se unem?

Agora que a ciência está dando suporte ao centro da sabedoria mística que existe por trás das religiões populares, estas vão deixar de ser defensivas, e a modernização que há muito é necessária a elas pode ocorrer. Muitas religiões – o Islã é a mais visível – precisam modernizar-se e reconhecer a necessidade de se abrirem e de se tornarem disponíveis não apenas para uns poucos escolhidos, mas também para as pessoas comuns, inclusive as mulheres.

Qual é a principal relação entre a física quântica e o processo criativo existente nas pessoas?

O processo criativo humano apenas pode ser entendido quando nós reconhecemos a física quântica do movimento do pensamento. Por exemplo, o insight criativo é um salto quântico descontínuo do pensamento, no estilo do elétron atômico que salta de uma órbita para outra sem passar através do espaço entre elas.

O senhor acredita que a criatividade nasce com as pessoas ou é aprendida ao longo da vida? Existe alguma forma de desenvolvê-la mais rapidamente?

A criatividade é universalmente inata em nós, mas o talento, não. Nossa sociedade encoraja preferencialmente a criatividade de pessoas talentosas. Isso é um problema. Contudo, nós podemos superar a falta de talento por meio do aprendizado e percebendo que a mais admirável arena da criatividade é a criatividade interna, a criatividade devotada aos objetivos espirituais de transformação.

Por que escolheu como foco de pesquisa estudar a relação mente-corpo por meio da cosmologia e da mecânica quântica? Qual é o seu objetivo?

Como cientista, nunca me senti contente com o compromisso que muitos cientistas que veem valor na espiritualidade tendem a aceitar – ou seja, ser um cientista e acreditar no materialismo científico de segunda a sexta-feira, e  tornar-se um crente na metafísica espiritual no fim de semana. Eu acredito que existe apenas um mundo e uma percepção do mundo. Agora, eu descobri que isso é assim. Meu objetivo é trazer esse ponto de vista monístico para a forma como vivemos e em torno da qual nossa sociedade é construída. Consequentemente, estou pondo em prática um movimento chamado “ativismo quântico”.

Como o senhor lida com as críticas, tanto pelo lado da ciência quanto do místico e religioso?

Com paciência. Tanto a ciência quanto a religião estão confortáveis em seus respectivos casulos. A ideia de uma mudança de paradigma é desconfortável para as pessoas que estão no poder. O novelista Upton Sinclair disse algo a respeito: se as pessoas estão conseguindo viver sem entender algo, torna-se difícil fazê-las entender. Os jovens são tão livres para pensar como são os jovens de coração, que não possuem interesses adquiridos.O ativismo quântico é dirigido a essas pessoas.

Por que o princípio da incerteza é fundamental em nossa consciência?

O princípio da incerteza aponta que as interações materiais só podem gerar possibilidades. Uma consciência não material é necessária para converter possibilidades em realidades.

O senhor afirmou em uma entrevista ao programa Roda Viva, aqui no Brasil, que os cientistas normalmente dizem que a ciência deve ser objetiva, mas que o senhor percebeu que a ciência deve ser objetiva somente até certo ponto. Que ponto é esse? O senhor acredita que a ciência pode adentrar o universo da subjetividade sem perder seu foco principal de pesquisa?

A ciência pode ser objetiva quando está lidando com números grandes para os quais tudo o que você precisa são as probabilidades que a física quântica torna possível calcular. Porém, na importante área da criatividade, incluindo espiritualidade, eventos únicos são importantes, e a subjetividade passa a ter destaque. Nesse sentido, a própria evolução é parcialmente objetiva, darwiniana; mas aí existem as lacunas fósseis, que significam eventos descontínuos de saltos quânticos criativos nos quais tem papel a subjetividade de espécies inteiras.

O senhor acredita que a ciência unida à espiritualidade pode melhorar a relação existente entre os seres humanos, e entre os humanos e o planeta?

Sim, mostrando que nós somos todos um, toda a biota planetária (biota = conjunto de todos os seres vivos de uma região). A nova ciência está dando um novo significado à expressão “ecologia profunda”.

De que forma as pessoas podem encontrar a cura para suas doenças na própria consciência?

Se a doença está no nível da energia vital ou mental, a cura também deve ocorrer nesses níveis. Essa cura é a cura quântica que se deve aos saltos quânticos em nossos pensamentos e sentimentos.

A espiritualidade tem mais possibilidade de curar do que a ciência ou as duas devem trabalhar juntas?

Podem-se obter muitas vantagens em trabalhar juntos. A ciência médica material nos ajuda a ganhar tempo precioso, que é necessário para conseguir saltos quânticos conscientes, insights de cura.

Em seu livro Evolução Criativa das Espécies (Ed. Aleph), o senhor fala dos equívocos nas teorias tradicionais evolucionistas. Qual o senhor acha que é o principal deles?
A mais importante concepção errônea é que a teoria de evolução contínua do darwinismo possa explicar as lacunas fósseis (a descontinuidade nas linhagens fósseis evolucionárias).

O senhor acredita em Deus ou na existência de uma força superior?

Sim. E não é apenas uma crença. Está respaldada tanto por investigações científicas quanto por minhas próprias experiências de vida.

Quais são os seus projetos futuros como físico? E como espiritualista?

Como físico quântico, eu quero aplicar a ciência à consciência, a nossos sistemas sociais, desenvolver uma economia espiritual. Como uma pessoa espiritual, eu sou um ativista quântico.

O que o senhor gosta de fazer nas horas livres?

Caminhar na natureza com minha esposa. Ler romances históricos. Meditar.

O senhor se sente realizado profissionalmente? O que ainda deseja fazer?

Bem... a mudança de paradigma ainda não está completa. Eu espero viver o bastante para vê-la se completar. Eu quero inspirar pessoas a seguir o ativismo quântico, a usar os princípios quânticos para transformar a si mesmos e a sociedade.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A Falta de Sentido - Eckhart Tolle


Pergunta: Por favor me responda: Porque acontecem eventos sem sentido?

Eckhart TolleNós não podemos entender um evento através da mente.
Quando nós perguntamos: Porque isso aconteceu com ele? Porque isso aconteceu comigo? Isso não faz sentido! Ele tinha a vida toda pela frente, e caiu doente e morreu prematuramente. Então a mente diz: Isso não deveria ter acontecido. Isso é ainda pior quando se perde uma criança. Parece ser contra a inteira lei do universo, quando a vida é tirada de alguém que mal começou a viver. Existe em nós um desejo sincero que a criança se recupere.

A mente humana não pode entender porque certas coisas acontecem dentro da totalidade.

Mas ela pode entender, especialmente agora pela física quântica, que não há nenhum evento isolado, tudo está na verdade conectado com tudo o mais. É somente através de nosso isolado senso superficial, que isolamos algo e dizemos : isso é um evento. Mas um evento é parte da totalidade do cosmos. Esta provavelmente conectado com coisas em outras galáxias; o universo inteiro é um organismo, um ser. Tudo aí é conectado, então não há eventos isolados, separados.

Mas não nos é possível entender, pela mente humana, qual a função desde evento que parece sem sentido, que função ele tem na Totalidade.

E isso, inclui as piores coisas que os humanos infligem a outros humanos. (…)
Todos os problemas que são criados no planeta, guerras, campos de concentração, armas químicas, e outras coisas terríveis que mesmo em nossos mais terríveis sonhos, não poderíamos imaginar. E eles fazem tudo isso, para infligir sofrimento a outros homens. Porque tudo isso?

E mesmo isso, dentro da totalidade, tem uma função.

Mas não podemos entender, pois tudo o que vemos são fragmentos.
Se tem uma grande pintura e tiramos dela somente um pequenino pigmento, diríamos: O que é isso? Isso não faz sentido.

Somente quando vemos a Totalidade é que veremos onde ele se encaixa. Pode se ter um vislumbre disso quando se vê um evento aparentemente negativo, como sendo algo que não deveria acontecer. Nesses tempos nós temos todas essas crises mundiais, como a do Iraque. Nos anos 60 tivemos o Vietnã. Vamos olhar para isso para termos só um vislumbre. De um lado tivemos essa guerra que posteriormente foi reconhecida mesmo pelas pessoas no poder, como provavelmente um erro. (…) Provavelmente um erro, grande sofrimento infligido sim. Ao mesmo tempo houve um grande despertar no planeta, especialmente vindo da costa oeste da América, um grande movimento de despertar espiritual. De algum modo o suposto evento negativo não pode ser completamente separado desse evento também. Nesse despertar, a loucura da mente coletiva humana ficou visível.

A visão da loucura da mente humana coletiva, foi verdadeiramente parte desse despertar. Muitas centenas de milhares de pessoas, acabaram se desidentificando com as antigas formas de pensamento coletivo, com as quais até então estavam plenamente identificados.(…)

Quanto mais profundamente sabemos disso, mais o mundo das formas, das coisas, muda. E agora chegamos a algo que temos falado: viver em duas dimensões.

Quando os humanos, ou quando um ser humanos vive em duas dimensões, que são : a forma – o mundo das coisas, e o sem-forma, a quietude, o “vazio”.

Essa quietude faz algo também ao modo em que você experimenta o mundo da forma. É algo que flui para o reino da forma que não remove certas polaridades, que são sempre inerentes ao mundo da forma, mas que faz o mundo da forma ser um lugar mais suave. As polaridades ainda estão lá, as formas ainda se dissolvem e se desagregam, mas sem a rudeza e o incrível sofrimento que se manifesta quando a mais profunda dimensão está ausente na vida humana.

Então, isso é como o mundo se torna um lugar mais benevolente, o que ele já é, mas que a mente humana criou o inferno. O planeta mesmo é uma bela jóia de inominável beleza. E os humanos o estão envenenando, destruindo…é loucura…é o que é. Você o vê. Quanto mais seres humanos verem a loucura disso, mais a mudança chega. Você não pode brigar com a loucura, pois assim se tornará louco também. Essa é uma verdade interessante: se você brigar com a loucura, você se torna louco. Você também entra na loucura. Se você brigar com a inconsciência, você é arrastado para a inconsciência. Portanto simplesmente vê-la é suficiente. Você pode denunciá-la, sim, você pode escrever nos jornais sobre isso, mas sem o espírito de luta por traz disso.
Quando você personaliza o inconsciente, faz uma identificação com ele. E acaba por rotular alguma pessoa ou algum grupo de mal, (…) mas essa não é a verdadeira identidade deles, eles incorporaram ainda, a inconsciência humana…”

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Consciência Única


"Existe uma única onda que permeia todo o Universo.
Esta Onda pode se expressar na forma material também.
Esta Onda pode subdividir-se para acrescentar vivências e informações.
Para esta Onda não existe passado, presente nem futuro.
Esta Onda inclui todas as dimensões, planos, branas, universos, multiversos, realidades...
Esta Onda é Uma-Única-Consciência.
Esta Onda é puro Amor.
Esta Onda evolui na expressão do Amor."

quinta-feira, 21 de março de 2013

Novas Revelações Sobre a Idade do Universo


O Portal Terra publicou hoje o resultado das recentes pesquisas científicas sobre a idade do Universo. Confira:

"Universo é mais velho do que se pensava, diz novo estudo.

Uma observação mais atenta da radiação deixada pela criação do universo mostra que o Big Bang aconteceu há cerca de 13,8 bilhões de anos, ou 100 milhões de anos antes do que se pensava, disseram cientistas na quinta-feira.

Essas conclusões estão entre os primeiros resultados das análises dos dados recolhidos pela sonda Planck, da Agência Espacial Europeia, que está há 15 meses em órbita e faz o mais detalhado exame até agora da radiação remanescente de micro-ondas que permeia o universo.

Essa relíquia radiativa foi detectada pela primeira vez em 1964, e posteriormente mapeada por duas sondas da Nasa, lançadas em 1989 e 1991. O Planck, com maior sensibilidade, conseguiu observar detalhes como minúsculas variações de temperatura nas chamadas microondas cósmicas de fundo.

As flutuações, da ordem de 100 milionésimos de grau, correspondem a regiões ligeiramente mais densas do espaço, lugares que mais tarde deram origem às estrelas e galáxias que preenchem o universo.

'É como se tivéssemos passado de uma televisão normal para uma televisão de alta definição. Detalhes novos e importantes se tornaram cristalinos', disse o diretor de astrofísica da Nasa, Paul Hertz, em teleconferência com jornalistas.

No geral, os novos dados se encaixam bem nos modelos existentes sobre a evolução do universo, mas eles também trazem novos quebra-cabeças.

'As variações de lugar para lugar no mapa que o Planck fez nos dizem coisas novas sobre o que aconteceu apenas 10 nano-nano-nano-nano segundos após o Big Bang, quando o universo se expandiu 100 trilhões de trilhões de vezes', explicou Charles Lawrence, cientista do projeto Planck no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia.
"Podemos ver sutis efeitos das atrações gravitacionais de literalmente tudo no universo", acrescentou.

Em comparação a medições anteriores, o universo é um pouco mais velho e, surpreendentemente, está se expandindo um pouco mais lentamente do que dizem os modelos atualmente aceitos.

Os dados do Planck também mostram que a matéria comum - a que compõem estrelas, galáxias, planetas, e tudo o que é visível - responde por apenas 4,9 por cento do universo.

A matéria escura, que não interage com a luz, mas pode ser detectada por sua atração gravitacional, compreende 26,8 por cento do universo, quase um quinto a mais do que em estimativas anteriores.

O resto do universo é feito de energia escura, uma força misteriosa e recém-descoberta que desafia a gravidade e causa a aceleração do ritmo de expansão do universo. Novos resultados do Planck mostram que ela representa 69 por cento do universo, ligeiramente menos do que se estimava."

(Reportagem de Irene Klotz)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Eckhart Tolle e a Física Moderna

Nós criamos o mundo à nossa volta

Vós sois o fogo,
Vós sois o Sol,
Vós sois o ar,
Vós sois a Lua,
Vós sois o firmamento estrelado,
Vós sois o Brahman Supremo:
Vós sois as águas - vós,
O Criador de tudo!

(Upanishads)


O texto abaixo, transcrito do livro O Poder do Agora, de Eckhart Tolle, demonstra como os conceitos da física quântica se aliam aos ensinamentos da pura espiritualidade. O ensinamento védico está embutido nestas sábias palavras, assim como as descobertas da quântica:

A cada momento, a nossa consciência cria o mundo em que habitamos. Um dos maiores insights que a física moderna teve foi o da unidade entre o observador e o observado: a pessoa que conduz a experiência - a consciência observadora - não pode ser separada dos fenômenos observados, e uma nova maneira de olhar leva os fenômenos observados a se comportarem de maneira diferente. Se você acredita na separação e na luta pela sobrevivência, vê essa crença refletida à sua volta e as suas percepções acabam sendo governadas pelo medo. Você vive num mundo de morte, lutas, uns atacando e matando os outros.

Nada é o que parece ser. O mundo que você criou e vê através da mente pode parecer um lugar bem imperfeito, até mesmo um vale de lágrimas. Mas o que quer que você perceba é somente uma espécie de símbolo, como uma imagem em um sonho. É o jeito pelo qual a sua consciência interpreta e interage com a dança de energia molecular do universo. Essa energia é o material bruto da assim chamada realidade física. Você a vê em termos de corpos e de nascimento e morte, ou como uma luta pela sobrevivência. Existe um número infinito de interpretações diferentes, de mundos completamente diferentes tudo dependendo do que a consciência percebe. Cada ser é um ponto focal da consciência e cada ponto focal cria o seu próprio mundo, embora todos esses mundos se interliguem. Existe um mundo humano, um mundo das formigas, um mundo dos golfinhos, etc. Existem incontáveis seres cuja frequência de consciência é tão diferente da nossa que provavelmente não temos consciência da existência deles, assim como eles não têm da nossa. Seres altamente conscientes da ligação que mantêm com a Fonte habitam um mundo que para nós pareceria com um domínio celeste. Mas ainda assim todos os mundos são basicamente um só.

O mundo é o reflexo da mente

No momento em que a consciência humana coletiva tiver se transformado, a natureza e o reino animal irão refletir essa transformação. Aqui está a afirmação da Bíblia de que no futuro "o leão vai se deitar ao lado da ovelha". Isso aponta para a possibilidade de um ordenamento da realidade completamente diferente.

O mundo tal qual se apresenta para nós é em grande parte um reflexo da mente. Sendo o medo uma consequência inevitável da ilusão criada pelo ego, é um mundo dominado pelo medo. Assim como as imagens em um sonho são símbolos dos estados interiores e dos sentimentos, assim a nossa realidade coletiva é uma expressão simbólica do medo e das pesadas camadas de negatividade até agora acumuladas na psique coletiva humana.

Não estamos separados do nosso mundo, então, quanto a maioria dos humanos se tornar livre da ilusão egóica, essa mudança interior vai afetar toda a criação. Vamos, literalmente, viver em um novo mundo. É uma mudança na consciência do planeta. O estranho ensinamento budista que toda árvore e toda folha de grama irão finalmente se tornar iluminadas aponta para a mesma verdade. De acordo com São Paulo, toda a criação está à espera de que os homens obtenham a iluminação. É assim que interpreto suas palavras: "A criação aguarda, com impaciência, a revelação dos filhos de Deus." São Paulo diz que todo o universo vai se redimir através disso, ao escrever: "Sabemos, com efeito, que a criação inteira geme, ainda agora, com as dores do parto."

Nova consciência

O que está nascendo é uma nova consciência e, como um reflexo inevitável, um novo mundo. Isso também está relatado no Livro das Revelações do Novo Testamento: "Vi, então, um novo Céu e uma nova Terra, porque o primeiro Céu e a primeira Terra desapareceram..."

Mas não confunda causa e efeito. Nossa primeira tarefa não é buscar a salvação através da criação de um mundo melhor, mas sim despertar da nossa identificação com a forma. Não estamos mais presos a este mundo, a este nível de realidade. Podemos sentir nossas raízes no Não Manifesto e assim estamos livres do apego ao mundo manifesto. Ainda podemos desfrutar os prazeres passageiros deste mundo, mas não somos mais escravos dessas experiências, não estamos mais em busca de satisfação através de uma gratificação psicológica, através da alimentação do ego. Não temos mais medo de perder alguma coisa, portanto não precisamos nos apegar a este mundo. Estamos em contato com algo infinitamente maior do que qualquer prazer, maior do que qualquer coisa manifesta. Em um certo sentido, não precisamos mais do mundo e nem mesmo que ele seja diferente do que é.

É neste ponto que você começa a dar uma contribuição real para criar um mundo melhor, uma nova realidade. É neste ponto que você se torna capaz de sentir a verdadeira compaixão e de ajudar os outros. Somente aqueles que transcenderam o mundo conseguem criar um mundo melhor.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Por Que Não Queremos Ver?


Com tantas descobertas da física quântica, mostrando uma realidade completamente diferente daquilo que fomos condicionados a ver, por qual razão a humanidade continua repetindo os mesmos erros e apostando nos mesmos condicionamentos, crenças e preconceitos?

Parece que ainda não acreditamos que somos mais do que a simples matéria visível aos olhos. O acomodamento, a inércia, a dificuldade de olhar para algo diferente são empecilhos graves à visualização de novas realidades. 

Isto me lembra a história do elefante. Por qual motivo um animal, cuja força é capaz de derrubar uma árvore adulta pela raiz, pode ser mantido em cativeiro com uma simples cordinha amarrada a uma pequena e ridícula estaca? Porque, desde bem pequeno, quando sua força ainda não era tão grande, foi mantido preso à mesma estaca. O elefantinho tentou, tentou, tentou e não conseguiu se libertar. Guardou a lição para o resto da vida e, ao se tornar adulto... não acredita mais na própria força! Pensa que a estaca e a corda são mais poderosas que ele...

O pior cego é aquele que enxerga muito bem, mas insiste em não ver aquilo que está diante dos seus olhos, porque isto implica em mudança e ele não quer mudar.

Como os elefantes de circo, nós nos acomodamos às nossas velhas estacas, representadas pelas nossas crenças, preconceitos, convicções, teorias... Temos medo das mudanças. Temos medo de renascer para o novo, porque este renascer implica em morrer para o velho. E não queremos morrer para o velho, queremos continuar apegados às nossas verdades. É duro constatar que construímos nossa civilização baseados em conceitos ultrapassados. E é preciso uma dose bem grande de humildade para ver tudo isto. 

A arrogância humana é simplesmente patética. Até num ramo como a Medicina, onde um erro pode significar a perda de uma vida, constatamos a dificuldade que a maioria dos médicos têm de mudar seus velhos paradigmas, mesmo à frente de evidências.

Por causa disso, Alvin Toffler preconizou que os analfabetos do século 21 seriam não  aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender. É a mais pura verdade. Principalmente quando sabemos que o conhecimento humano, que dobrava a cada 100 anos, em 1900, hoje estima-se que dobre a cada 20 meses! Isto significa que, ao conquistar o seu diploma de médico (ou de outra profissão não baseada em cálculos exatos), o profissional já está desatualizado e terá que reaprender o que aprendeu!

Paralelamente à inércia, à preguiça que nós, seres humanos temos, no que se refere a mudar nossos paradigmas, o universo quântico assusta, da mesma forma que assusta o universo íntimo daquele que se abriu às verdades do espírito. Temos receio das vastidões. Daí reduzirmos nossas possibilidades e nossos horizontes ao mínimo. No entanto, queiramos ou não ver, aceitemos ou não, a vastidão nos puxa a todos para sairmos do lugar comum, para "cessarmos de existir" para o velho, alimentando e repetindo paradigmas ultrapassados, e ingressarmos no Novo Mundo, o Mundo Quântico, como coparticipantes e cocriadores dessa incomensurável Criação.

O futuro É HOJE. O encontro da Ciência com a Espiritualidade é agora. Porque os físicos da atualidade, assim como os antigos sábios védicos, apontam para o mesmo horizonte... 

A Era Euclidiana acabou e muitos ainda não se aperceberam... 

E nossas "estacas", de tão velhas, começam a se fragmentar... 

Reproduzo, aqui, para nossa reflexão, algumas das descobertas quânticas que insistimos em não ver. O autor é o prof. Hélio Couto:

"O que a mecânica quântica mostra que praticamente ninguém quer ver?

* Mostra que a realidade não é material.

* Que a matéria é apenas uma forma de organização da energia.

* Que no nível mais fundamental só existe energia.

* Que tudo está conectado no nível subquântico.

* Que tudo é onda e que no final só existe uma única onda.

* Que o observador cria a própria realidade.

* Que a matéria obedece à vontade do observador.

* Que existem dimensões fora da terceira dimensão.

* Que a consciência continua após a morte.

* Que é possível estudar o que existe nas outras dimensões e descobrir a realidade das outras dimensões. Deixando de lado todas as histórias que criaram sobre isso.

* Que tudo é consciência e tem consciência.

* Que a onda é consciência.

* Que toda a matéria tem consciência.

* Que uma única consciência está experienciando a si mesma de infinitas formas.

* Que existe um sentimento nesta única consciência, que é dominante. E que tudo que contraria esse sentimento cria condições que trarão infelicidade para quem o criou.
Esse ajuste é a única forma que a consciência tem de fazer tudo voltar ao equilíbrio.
O universo tende ao equilíbrio e faz tudo que é preciso para voltar a ele. E isso implica em correções de rumo desconfortáveis para quem o tira do equilíbrio."

(Final da citação)

Mário Quintana disse: "Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes". Todos nós precisamos de humildade e coragem para abrir nossos horizontes e enxergar o novo mundo, que não está longe nem inacessível, mas aqui, na nossa porta.

(Publicado originalmente no nosso blog: https://quanticaevedas.blogspot.com.br)

*NOTA: Leia também o conto "Cegos Para a Amplidão":
http://contosatemporais.blogspot.com.br/ 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Lembre-se...

“Este universo inteiro está permeado pelo Ser onipresente. Não há nada superior a Ele, não há nada menor do que Ele, e não há nada maior do que Ele. Estabelecido em sua própria glória, Ele - o Uno sem segundo - permanece imóvel como uma árvore gigantesca”. 

(Vedas)


"Lembre-se ... Se um átomo é 99,99999% de energia e 0,00001% de substância física, então realmente você é quase nada! Sendo assim, por que você mantém sua atenção focada no pequeno percentual do mundo físico quando você é muito mais? Será definir sua atual realidade através do que você percebe com os sentidos a maior de suas limitações? ... Então, para mudar, você tem de ser maior do que todas as coisas físicas em sua vida." 

(Dr. Joe Dispenza)