segunda-feira, 4 de maio de 2015

A Partícula de Deus

“Preenchidas totalmente com Brahman estão as coisas que vemos,
preenchidas totalmente com Brahman estão as coisas que não vemos,
de Brahman flui tudo o que existe:

de Brahman, tudo - todavia, 
ele ainda é o mesmo.”

(Vedas - Upanishads)

O mestre mestre védico Sri Sri Ravi Shankar fala sobre a chamada "partícula de Deus". Esta partícula era citada nos ancestrais textos védicos. Vale a pena assistir.


Sri Sri Ravi Shankar nasceu no sul da Índia. É considerado um erudito em literatura védica. É também um líder humanitário internacional, pois dedica sua vida à sociedade, ensinando como eliminar o estresse e a violência. Fundou a Associação Internacional para os Valores Humanos (IAHV) e a Fundação Arte de Viver (aprovada pela ONU).

A Física Quântica Encontrou a Partícula de Deus?

Cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), após anos de trabalho, afirmaram haver detectado uma partícula subatômica denominada Bóson de Higgs, também conhecida como "partícula de Deus".

O Bóson de Higgs tem este nome em homenagem ao físico britânico Peter Higgs, o primeiro a acreditar na sua existência. A ideia veio a Higgs durante uma caminhada num fim de semana pelas montanhas da Escócia. 

Importantes trabalhos teóricos a respeito da mesma partícula também foram desenvolvidos pelos físicos belgas Robert Brout e François Englert. 

O Bóson de Higgs ficou conhecido como "partícula de Deus", porque, assim como Deus, estaria em todas as partes - uma espécie de matéria prima básica do universo. Sua comprovação definitiva, no entanto, continua em curso.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Ciência Quântica e Reencarnação

Seria, enfim, o encontro da espiritualidade com a ciência? Pelo que apreendemos nas últimas pesquisas, cada vez a ciência chega mais perto do espírito, provando que a tradição védica, fonte do conhecimento eterno, sempre esteve certa.

Pouco sabemos hoje dos Vedas, no mundo ocidental. Mas esse conhecimento ancestral deu origem a todas as religiões, embora muitas tenham renegado a fonte, a exemplo do catolicismo que, a partir do século VI, no Segundo Concílio de Constantinopla, resolveu decretar que não existe reencarnação, numa decisão política para agradar Teodora, esposa do Imperador Justiniano.


Transcrevo a matéria a seguir:  

Cientistas comprovam a Reencarnação Humana!

Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte. 

Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano. 

Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. 

O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível. 

Além do tempo e do espaço Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção. 

Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.

É a consciência que cria o universo material e não o contrário. 

Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. 

Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.

A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.

Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. 

Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos

Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. 

São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. 

Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.

O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.

Na década de 1980, Andrei Linde, cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.

A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existem devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos. 

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.

Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? 

Segundo o Dr. Stuart Hameroff, uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. 

Ao contrário do que defendem os materialistas, Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais. 

A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. 

Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada. 

Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.” 

Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e podem ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico. 

Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” 

Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo. 

Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”.

Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.” 

Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação, sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e, possivelmente, em outro universo. 

Artigo publicado originalmente em inglês no site SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Luz: onda ou partícula?

Pela primeira vez, luz é capturada como onda e partícula simultaneamente


Há cerca de 200 anos, cientistas têm tentado observar o comportamento da luz em suas duas formas conhecidas: a de onda de a de partícula. Essas observações já foram realizadas de forma separada, comprovando que ela tem essas duas características, mas, até agora, ninguém tinha conseguido fazer a comprovação de forma simultânea. Um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, foi o primeiro a conseguir tal feito.

Foi feita uma imagem renderizada mostrando como a luz se comporta em suas duas formas, mas, em um primeiro momento, só é possível perceber como ela se parece em forma de onda. Essa onda, entretanto, é composta com incontáveis pontos de encontro entre fótons e elétrons, quase como se estivessem construindo um gráfico. Isso, portanto, comprova a característica de partícula da luz.

Isso só foi possível graças a uma nova abordagem dos pesquisadores de Lausana. Eles usaram um microscópio ultrarrápido para fazer a observação em um nanofio metálico que foi atingido por um laser. O laser adicionou energia às partículas com carga no fio, o que as fez vibrar. A luz então viajou através do nanofio em dois sentidos. Isso gerou duas ondas que se chocaram frente a frente e, por isso, a onda final parece estática. Foi esse momento que o microscópio capturou na imagem.

Esse experimento é um grande passo para a física quântica, mas pode ser especialmente benéfico para uma área mais específica, como a computação quântica. Fazer a luz viajar dessa maneira em nanomateriais é basicamente o que deve acontecer em um computador com essas características. O que devemos aprender agora é como controlar esse fluxo para transportar informações na velocidade da luz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Teoria do Big Bang em Cheque

Pesquisadores quânticos levantam uma nova teoria, sugerindo que o Big Bang nunca ocorreu - em vez disso, o Universo simplesmente vem existindo desde sempre, sem começo nem fim. 

Segue o link para a matéria a seguir:

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Código Isaías

Apesar de pouco conhecido ainda, a descoberta do Grande Código Isaías nas cavernas do Mar Morto, em 1946, revelou as chaves sobre o nosso papel na criação.
Entre estas chaves encontram-se as instruções de um modelo “perdido” de oração, que a ciência quântica moderna sugere que tenha o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura a nosso mundo e, talvez, prevenir as grandes tragédias que poderia enfrentar a humanidade. 

“Com as palavras de seu tempo, os Essênios nos lembram que toda a oração já foi atendida por Deus.”
Qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto da criação que já foi criado e existe no presente como um estado “adormecido” de possibilidade.

A física quântica já foi apelidada de Física das Possibilidades, por nos dizer que tudo o que imaginamos encontra-se disponível como uma das possibilidades que vamos assimilar em nossas vidas, só devemos “atrair” a que desejamos através do pensamento.
A partir desta perspectiva, nossa oração baseada nos sentimentos deixa de ser “algo por obter” e se converte em “acessar” o resultado desejado, que já está criado no mundo vibracional (quântico, atômico) das infinitas possibilidades. Ou seja, nada é impossível, quando temos um desejo sincero, este desejo torna-se parte das nossas possibilidades futuras no nível quântico e só precisamos sintonizá-lo.

Então já sabemos que a ciência atual consegue provar através da teoria quântica que pensamento é energia, que toda energia tem uma vibração e que a vibração cria o mundo material, nossos corpos e todo o restante ao nosso redor foi e continua sendo criado através das nossas mentes coletivas.

Também sabemos que a luz é uma fonte de energia, então...
A que estão conectadas as partículas de luz? Gregg Braden diz que estamos sendo levados a aceitar a possibilidade de que existe um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio deste campo.

EXPERIMENTO 1

Neste experimento foi recolhida uma amostra de leucócitos (glóbulos brancos) de vários doadores.

Estas amostras foram colocadas em uma sala com um equipamento de medição das alterações elétricas.

Neste experimento o doador era colocado em outra sala e submetido a "estímulos emocionais“ provocados por vídeos que lhe causavam emoções.

O DNA era colocado em um lugar diferente do doador, mas no mesmo prédio.

O doador e seu DNA eram monitorados e quando o doador mostrava alterações emocionais (medidas em ondas elétricas) o DNA visualizado através de microscópios MUITO potentes expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS E SIMULTÂNEAS.

Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador.

O objetivo era saber a que distância poderiam estar separados o doador do seu DNA para que o efeito continuasse a ser observado. Pararam de fazer provas quando chegaram a uma distância de mais de 80 quilômetros entre o DNA e seu doador, e continuaram obtendo o MESMO resultado. Sem diferença e sem atraso de transmissão.

O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo.

Mas o que isto significa?

Gregg Braden diz que isto significa que as células vivas se reconhecem através de uma forma de energia não reconhecida com antecipação. Esta energia não é afetada nem pela distância nem pelo tempo. 

Não é uma forma de energia localizada, mas uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo.

EXPERIMENTO 2

Outro experimento foi realizado pelo Instituto Heart Math e nele se observou o DNA da placenta humana (a forma mais antiga do DNA) que foi colocado em um recipiente, onde podiam ser medidas as suas alterações.

Foram distribuídas 28 amostras em tubos de ensaio para um mesmo número de investigadores previamente treinados.

Cada investigador foi treinado para gerar e EMITIR sentimentos, e cada um podia ter fortes emoções.

O que se descobriu foi que o DNA mudou de forma de acordo com os sentimentos dos investigadores.

1. Quando os investigadores sentiram gratidão, amor e estima, o DNA respondeu RELAXANDO e seus filamentos se estirando. O DNA ficou mais longo.

2. Quando os investigadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o DNA respondeu SE ENCOLHENDO.

Tornou-se mais curto e muitos códigos se APAGARAM.

Alguma vez você já se sentiu "carregado" por emoções negativas? Agora sabemos porque nossos corpos também se afetam.

Os códigos do DNA se conectaram de novo quando os investigadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão, harmonia e estima e em muitos casos houve a cura física de doenças. Estas alterações emocionais provaram que eram capazes de ir além dos efeitos eletromagnéticos.

Os indivíduos treinados para sentir amor profundo, foram capazes de modificar a forma de seu DNA.

Gregg Braden disse que isto ilustra uma nova forma de energia, que conecta toda a criação. Esta energia parece ser uma REDE TECIDA de forma AJUSTADA, e que conecta toda a matéria. Essencialmente podemos influenciar essa rede de criação por meio da nossa VIBRAÇÃO.
(Extraído do livro “Awakenning to Zero Point”, Gregg Braden, enviado por Gena Teresa: https://www.facebook.com/gena.teresa.3?fref=ts)

sábado, 27 de setembro de 2014

Fotografia Quântica - Revolução

Imagens de um gato produzidas por um fóton que nunca chegou a iluminar a matriz? Mágica? Não; física quântica. Uma extraordinária descoberta, feita por uma brasileira: Gabriela Barreto Lemos. Ela conseguiu provar o que não se pensava ser possível provar; algo Einstein classificou como “assustador”.

Reproduzimos a matéria a seguir:

Diga ‘xis’, gato de Schrödinger!

Técnica de fotografia quântica desenvolvida por brasileira permite registrar imagens sem que a luz passe pelo objeto e pode ter aplicações na medicina e na informática no futuro.

Imagine fotografar um objeto sem registrar qualquer luz produzida ou refletida por ele – só mesmo a física quântica para possibilitar essa foto 'fantasma', a partir de dois feixes de fótons entrelaçados quanticamente. 

Em geral, uma câmera fotográfica registra a luz que passa por um objeto e chega à lente. Porém, um novo método de fotografar é capaz de registrar imagens a partir de feixes de fótons que jamais tocaram o objeto retratado. Estranho? Deveras, pelo menos do ponto de vista da ciência a que estamos acostumados em nosso cotidiano. Mas o avanço está relacionado às propriedades nada intuitivas da física quântica – mais especificamente ao entrelaçamento ou emaranhamento quântico, uma possibilidade de conexão entre duas partículas a ponto de qualquer coisa que aconteça a uma influenciar de imediato a outra.

O trabalho, liderado pela física brasileira Gabriela Barreto Lemos, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro que atualmente faz pós-doutorado na Academia Austríaca de Ciências, em Viena, utilizou dois feixes de fótons gêmeos, os seja, entrelaçados quanticamente. Eles foram produzidos pela interação de um laser com um cristal não linear e apresentavam comprimentos de onda distintos: 1.550 nm e 810 nm.

Cada um foi enviado numa direção diferente: o de 1.550 nm atravessou objetos reais e depois foi descartado (ou seja, não foi coletado por nenhum sensor). O outro percorreu um circuito livre e depois foi coletado. Apesar de não ter tido contato com qualquer objeto, ele registrou o objeto que o ‘irmão’ havia atravessado. No total, foram três pequenas figuras ‘fotografadas’: um pedacinho de cartolina com um recorte em forma de gato, uma lâmina de silício também com uma imagem de gato gravada e uma placa de vidro com uma imagem da letra grega ‘pi’.

Foto: Lois Lammerhuber
O método utilizou um laser verde (A), para criar dois feixes de fótons com frequências diferentes. O de 1.550 nm (vermelho) atravessa o objeto (B) e depois é descartado (C), enquanto o de 810 nm (amarelo) nunca passa pelo objeto, mas registra a imagem ao ser coletado pelo receptor (D). 

Vale explicar antes que se passe a ideia errada: não, caro leitor, Lemos não é aficionada por felinos. Mas gosta de homenagear aqueles que a precederam: a imagem do gato é uma bem-humorada referência ao físico austríaco Erwin Schrödinger, um dos grandes estudiosos dos sistemas quânticos e da natureza quântica da matéria – a analogia do ‘gato de Schrödinger’ talvez seja o experimento mental mais conhecido para explicar essa natureza. “Tive a ideia de homenageá-lo por que suas descobertas sobre superposição, fenômeno ilustrado pelo paradoxo do gato, é um dos elementos-chave do nosso experimento”, conta a brasileira.

Possibilidades quânticas

Embora seja mais uma importante comprovação do estranho emaranhamento quântico, o experimento de Lemos, descrito na semana passada na revista Nature, não se restringe ao campo teórico. Isso porque câmeras sensíveis a baixos níveis de luz infravermelha, como 1.550 nm, são muito caras e difíceis de conseguir comercialmente, diferentemente de detectores e câmeras para 810 nm, bastante acessíveis. “Ao utilizar os dois comprimentos de onda, demonstramos a possibilidade de ‘iluminar’ com um deles, para o qual não é trivial encontrar um detector, e fazer o registro com o outro”, diz.

Imagem: Gabriela Barreto Lemos
Por meio da nova técnica, os pesquisadores registraram imagens de um gato recortado em um pedaço de cartolina e outro gravado em uma placa de silício, em referência ao ‘gato de Schrödinger’, analogia criada para explicar a natureza quântica da matéria.

Os materiais utilizados também ajudam a antever possibilidades de aplicação real. “O silício é opaco quando iluminado com uma luz de 810 nm e o vidro seria ‘invisível’ nessa frequência, mas os dois puderam ser registrados quando atravessados pelo feixe de 1.550 nm”, conta a física. “A técnica permitiu registrar a imagem de um objeto opaco e de outro invisível ao comprimento de onda de detecção (810 nm) – e utilizando uma câmera que é cega ao comprimento de onda que ilumina o objeto (1.550 nm).”

Suas aplicações poderão ser muitas no futuro, da medicina à computação quântica. “Patenteamos esse método de imagem quântica e vamos desenvolver protótipos para laboratórios de biologia e diagnóstico de tecido”, diz. “Nessa área, muitas vezes o comprimento de onda ideal para iluminar uma amostra é grande – infravermelho – e a amostra é delicada, não pode receber luz forte – e baixos níveis de luz no infravermelho são uma combinação cara e difícil para câmeras.”

A cientista Gabriela, no seu "habitat"
A pesquisadora também vem trabalhando em outro experimento ligado à computação quântica. “Na verdade, é isso que eu estou investigando agora”, revela Lemos, animada. “Estamos montando uma experiência similar para explorar aplicações desse fenômeno na informação e computação quântica e espero poder dar mais detalhes dentro de um ano”, conclui, misteriosa. Esperemos, então, por novos avanços quânticos, com uma certeza em mente: o que está por vir provavelmente desafiará o senso comum.

Marcelo Garcia - Ciência Hoje On-line