segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pensar - Sentir - Atrair

Pura quântica. E Buda já sabia disto muito antes dos físicos quânticos...

"A lei da mente é implacável.
O que você pensa, você cria;
O que você sente, você atrai;
O que você acredita
Torna-se Realidade."


(Buda)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Entrevista com Amit Goswami


Ressaltamos aqui alguns trechos da entrevista publicada no jornal The Times of India:

Never impose limits on your creative goals: Dr Amit Goswami


O Dr. Amit Goswami nasceu na Índia e recebeu seu Ph.D. em física da Universidade de Calcutá (atualmente Kolkata) em 1964. Mudou-se então para os Estados Unidos e no final de 1980 desenvolveu uma interpretação idealista da mecânica quântica, inspirado em parte por idéias filosóficas extraídas do Advaita Vedanta e da filosofia platônica. Dr. Goswami escreveu outros seis livros populares com base em sua pesquisa sobre física quântica e consciência. Através de seu trabalho ele demonstrou como a ciência e a espiritualidade podem ser integrados. Ele também desenvolveu uma teoria da sobrevivência após a morte e reencarnação. Após sua aposentadoria da vida acadêmica ativa em 2003, ele assumiu o papel de "ativista quântico" para promover suas teorias e idéias de conectar a ciência com a espiritualidade. Em uma conversa por telefone, Goswami candidamente falou sobre o seu trabalho, ciência e espiritualidade e também pediu a jovens indianos para aprender a remover a negatividade. Trechos da entrevista:

Religião

Cada religião diz que alguém (Deus) criou o mundo material e eles têm debatido em torno dessa idéia, mas não explicam como isso é possível sem violar as leis científicas. Mas, graças à física quântica, temos agora uma forma científica de abordar essa idéia: Deus é o poder causal da consciência não-dual consistindo na escolha da possibilidade que se torna realidade. Uma pessoa pode meditar com um amigo e experimentadores podem demonstrar facilmente sua conexão não-local através da Consciência Única.

Não está claro que a filosofia indiana contribuiu diretamente para a minha descoberta inicial. Mas a filosofia indiana estava comigo o tempo todo no meu inconsciente, por isso, indiretamente, ela pode ter contribuído de forma significativa. Essa consciência inconsciente da filosofia indiana foi um presente do meu pai, pois ele era uma espécie de guru espiritual.
Como expliquei em meus livros, a sabedoria quântica pode ser um atalho e através dele você terá a compreensão. Isso irá substituir o caminho da sabedoria tradicional (Gyana yoga). Claro, todo mundo tem que viver com a realidade e incorporá-la (Bhakti Yoga). Como Mahatma Gandhi diz: "Minha vida é minha mensagem". Então você tem que fazer da sua vida a sua mensagem e continuar lutando em seu próprio país; a fé por si só não pode fornecer transformação.

Reencarnação

É claro que a reencarnação é um conceito misterioso, mas agora ele tem sido fortalecido muito bem com dados sólidos e uma teoria sólida da física quântica. Um pesquisador da Universidade da Virgínia, Ian Stevenson, fez uma pesquisa profunda sobre isso e eu desenvolvi uma teoria descrita no meu livro "Física da Alma".

Desta forma, as idéias quânticas nos dão uma teoria maravilhosa da reencarnação. Elas também explicam como encontrar Deus, como se tornar espiritual. As novas teorias científicas não estão nos dizendo para ir contra as religiões, pois elas estão fornecendo evidências de crenças espirituais e de orientação mais prática para a transformação espiritual.

As memórias reencarnatórias são mais disponíveis para as crianças. Mas se elas não são acionados na infância, as pessoas tendem a esquecê-las muito facilmente. No entanto, em princípio, é possível recuperá-las em qualquer idade. Eu tenho dado várias oficinas e de fato as pessoas esquecem as memórias reencarnatórias do seu aprendizado em vidas passadas. Quando eu infundo idéias como memória quântica e lembro-os sobre algumas das coisas que eles deveriam perguntar-se, eles recordam-se e tornam-se depois completamente diferentes e muito felizes com suas vidas. É uma coisa maravilhosa ver pessoas se transformando depois de encontrar a meta das suas vidas (dharma). Tudo acontece apenas ativando a imaginação infantil para recuperar propensões esquecidas.

Maya - ilusão?

A religião nunca foi definida corretamente para as pessoas comuns. Vamos tomar um exemplo simples: o Vedanta diz que o mundo é "maya". Muitos filósofos interpretam maya como ilusão, negando o mundo, e confundem as pessoas sobre o seu papel no mundo. Quase todas as religiões sublinham este conceito simplista: "Se você quer ir para o céu, não se preocupe com o mundo, o prazer da vida". Agora isso pode ser verdade para um conjunto muito pequeno de pessoas que estão prontas, que perderam todo o interesse em aspirações mundanas porque aprenderam tudo, todos os arquétipos. Mas pessoas comuns podem certamente rejeitar essa idéia, porque o mundo é importante para elas e os relacionamentos são muito importantes. A nova física diz: maya não significa ilusão e sim fenômeno secundário. O mundo é um fenômeno secundário, secundário em importância para a consciência, que é o principal, que é o objetivo final. Mas você tem que aprender o secundário antes de se aproximar do primário.

Mensagem para os jovens

Eu quero dizer o seguinte: livre-se da negatividade e sinta em seu coração que você pode mudar as coisas. Positividade é a lição da física quântica. A física quântica é a física das possibilidades. Tudo pode acontecer se envolvemos criatividade com boas e positivas emoções.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Co-Criador Consciente

Viver o cotidiano, praticar todos os atos da vida diária plenamente consciente e imbuído do sentimento "eu co-crio a minha realidade"... isto é possível?
Sim, segundo o Dr. Joe Dispenza, D.C., que divulga sua metodologia para criar o dia:


"Ao acordar, conscientemente crio o meu dia, do jeito que desejo que seja. Dou-me um espaço e a minha mente examina as coisas que eu posso fazer até que eu chegue num ponto que me interessa, que é a intenção da criação do meu dia. Após criar o meu dia, pequenas situações inexplicáveis acontecem. Sei que são o processo e o resultado da minha criação. 
E, quanto mais faço isso, mais uma rede neural vai se construindo, fazendo-me aceitar que é possível. Dando-me o poder e o suporte que me incentiva a repetir tudo no dia seguinte.
(Torna-se então um padrão. Deste modo nos abrimos à possibilidade suprema de decifrarmos as diferenças criadas nos nossos dias).
Estou consciente de que a todo instante eu estou desenhando o meu destino.
Do ponto de vista espiritual, estou conscientemente aceitando as idéias de que os nossos pensamentos afetam a nossa realidade e assim a nossa vida. Porque a realidade é igual à vida. A vida que criamos.
Estou tirando esse tempo para criar o meu dia, portanto afeto o campo quântico das múltiplas possibilidades de modo consciente.
Então faço um pacto quando crio o meu dia:
Se existem de fato observadores, como eu mesmo o sou, e se estão me acompanhando todo o tempo da minha criação; se existe um aspecto espiritual em mim, então me mostrem um sinal de que eu criei e façam com que aconteçam situações do jeito que espero, e que eu possa me surpreender com a minha habilidade de sentir essas coisas e que eu não tenha dúvidas que isso vem de vocês."
(O Dr. Joe Dispenza estudou bioquímica na Universidade Rutgers, em Nova Jersey. Recebeu o grau de doutor em quiroprática na Life University de Atlanta (Geórgia). Fez pós-graduação e educação continuada nas áreas de neurologia, neurofisiologia e funcionamento cerebral. Recebeu uma condecoração pela excelência clínica no relacionamento médico-paciente, e o título de membro da International Chiropractic Honor Society. É aluno da Ramtha's School of Enlightenment, uma escola contemporânea de sabedoria milenar localizada nos EUA, onde aprendeu a criar seu dia e teve a experiência pessoal de como o cérebro, a consciência e a intenção trabalham juntos na criação da realidade em suas diversas formas, seja um dia, um acontecimento, um objeto ou o futuro).

O Universo e o Observador

No começo havia apenas probabilidades.
O Universo só pôde existir
a partir da observação de alguém.
Não importa se o observador só apareceu
bilhões de anos depois.
O Universo existe porque temos consciência dele.

(Martin Rees, Cosmólogo inglês)

domingo, 18 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Misteriosa Tela Quântica

Assim como o universo muda constantemente do implicado para o explicado, o fluxo do não-visto para o visto é o que constrói a dinâmica da criação. É essa natureza constantemente mutável da criação que John Wheeler tinha em mente quando descreveu o universo como "participativo" - isto é, inacabado e continuamente respondendo à consciência.
É interessante observar que é esse, precisamente, o modo pelo qual o mundo funciona, de acordo com a sabedoria das tradições antigas. Desde os antigos escritos védicos indianos, que alguns estudiosos acreditam datar de 5.000 anos A.C., aos Manuscritos do Mar Morto, de 2.000 anos de idade, as idéias convergem para a sugestão de que o mundo não passa de um espelho de coisas que acontecem em outro domínio mais elevado, ou em uma realidade mais profunda. Por exemplo, ao tecer considerações sobre novas traduções de fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto, conhecidos como Canções do Sacrifício de Sábado, seus tradutores assim resumem o conteúdo: "O que acontece na Terra não é mais do que um pálido reflexo de uma realidade mais ampla e definitiva".
Tanto a teoria quântica como os textos antigos nos levam a concluir que nos mundos invisíveis criamos o projeto dos relacionamentos, carreiras, êxitos e fracassos do mundo visível. A partir dessa perspectiva, a Matriz Divina funciona como o grande cenário cósmico que nos permite perceber a energia não-física de nossas emoções e crenças (nossa raiva, ódio e fúria, bem como nosso amor, misericórdia e compreensão) projetadas no meio físico da vida.
Assim como uma tela de cinema mostra sem avaliar qualquer imagem que tenha sido filmada, a Matriz aparentemente nos fornece uma superfície não-tendenciosa para nossas experiências e crenças interiores, a serem vistas no mundo. Algumas vezes conscientemente, mas muitas vezes sem perceber, "mostramos" nossas crenças mais verdadeiras acerca de qualquer assunto por meio dos nossos relacionamentos, desde a compaixão até a trição.
Em outras palavras, smos como artistas que expressam suas paixões, medos, sonhos e desejos mais profundos por meio da essência viva de uma misteriosa tela quântica. Entretanto, contrariamente a uma tela convencional de pintura que existe apenas em um lugar em um dado momento, nossa tela é feita da mesma coisa que constitui todas as coisas - está em toda parte e sempre se encontra presente.

(A Matriz Divina, Gregg Braden)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Da Morte à Imortalidade

"As pessoas costumam questionar o sentido da vida, especialmente o sentido de suas próprias vidas No esquema reencarnatório, começamos a ter um vislumbre das respostas às indagações sobre o sentido. Essas questões dizem respeito a nós mesmos, à nossa natureza pessoal e, de modo geral, à natureza de nossa consciência. Primeiro, exploramos tais questões no cenário exterior; isso constitui nossa fase materialista. Após muitas encarnações, quando as respostas não saem dessa maneira, voltamo-nos para dentro. No começo, a jornada interior se dá de maneira hesitante, sendo muito influenciada pelos padrões e hábitos adquiridos na jornada exterior. Gradualmente, porém, a compreensão começa a despontar. Então, subitamente, a compreensão final: não temos mais dúvidas, estamos libertados. Agora, estamos fora do ciclo nascimento-morte-renascimento; somos imortais. Se a compreensão final acontece durante a vida, após morrermos, nessa vez, não voltaremos mais. Se a compreensão ocorrer no momento da morte, também não voltaremos; será nossa morte final.
Em um dos Upanishads da Índia, há um hino:

'Leve-me do irreal ao real
Leve-me das trevas à luz
Leve-me da morte à imortalidade'."

(A Física da Alma, Amit Goswami)