domingo, 2 de março de 2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Espiritualidade & Bem-Estar Físico

A Física Quântica tem demonstrado o potencial criativo inerente ao homem, capaz de mudar sua realidade e, consequentemente, a realidade ao redor. Muitas práticas espirituais, realizadas com frequência, são capazes de alterar batimentos cardíacos, pensamentos autodestrutivos, vícios, etc.  

O texto a seguir foi copiado do Diário da Saúde: 

Espiritualidade protege contra depressão alterando cérebro

São cada vez mais reconhecidos os efeitos das práticas espirituais sobre a saúde e o bem-estar - particularmente das práticas meditativas.

Contra a depressão grave, por exemplo, já se sabia que a meditação é tão eficaz quanto os antidepressivos.

Mas o que mais tem chamado a atenção dos pesquisadores são os indícios de que as práticas espirituais provocam um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional.

Faltava então costurar as duas coisas, e provar que a proteção contra a depressão vem mesmo desse engrossamento ou reforço das estruturas cerebrais.

Foi o que fizeram agora Lisa Miller e seus colegas da Universidade de Colúmbia (EUA).

Exames de ressonância magnética do cérebro revelaram um córtex mais espesso no cérebro de indivíduos que dão grande importância à religião ou à espiritualidade, em comparação com pessoas menos espiritualizadas.

O córtex relativamente mais espesso está nas mesmas regiões do cérebro que ficam mais finas em pessoas com alto risco para a depressão, sobretudo com histórico familiar da doença.

Em outras palavras, os resultados sugerem que a espiritualidade ou a religião podem proteger contra a depressão grave neutralizando o afinamento cortical que ocorreria nessas pessoas.

"O novo estudo associa este benefício protetor extremamente forte da espiritualidade ou da religião aos estudos anteriores que identificaram grandes extensões de afinamento cortical em regiões específicas do cérebro em filhos adultos de famílias com alto risco de depressão grave," disse Miller.

Estudos anteriores da mesma equipe já haviam demonstrado uma diminuição de até 90% na depressão em adultos que disseram valorizar fortemente a espiritualidade ou a religiosidade e cujos pais sofreram com a doença.

A pesquisadora ressalta que os benefícios vieram de uma forte importância pessoal colocada na espiritualidade ou na religião, e não necessariamente na frequência regular a uma igreja ou templo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Morte

Deus e eu a sós no espaço… ninguém mais à vista…
“E onde estão todas as pessoas, meu Senhor”, disse eu,
“a Terra sob nós e o Céu acima e os mortos de minha lista?”
“Foi um sonho...”, Deus sorriu e disse: “O sonho que parecia
ser real; não havia pessoas vivas ou mortas; não havia Terra,
e nem o Céu acima, havia apenas eu em você”.
“Por que não sinto medo?”, perguntei, “encontrando-o aqui neste momento?
Pois pequei, sei disso muito bem, e existe céu, e inferno também,
e será este o Dia do Julgamento?”
“Não, eram apenas sonhos”, disse o Grande Deus,
“sonhos que não existem mais.
Não existe isso de medo e pecado;
não existe você… nunca houve você no passado. 
Nada existe, senão eu”.

(Amit Goswami)

Alguns físicos quânticos começam a lançar luz sobre o tema da morte. Seria a morte o fim de tudo, como querem os materialistas? Ou as antigas tradições espirituais estariam certas?

O texto a seguir reflete o pensamento de Robert Lanza:

Robert Lanza, professor adjunto do Instituto Regenerativo de Medicina da Universidade de Wake Forest, é um proponente do biocentrismo. A ideia do Professor é a de que, ao invés do Universo criar a vida, ele é na verdade um produto de nossa consciência.

Lanza diz que a morte “não pode existir no sentido real". Ele propõe: “A vida é uma ventura que transcende nossa forma linear ordinária de pensar. Quando morremos, não o fazemos em uma ‘matriz randômica de bola de bilhar ‘, mas em uma ‘matriz inescapável de vida’ “. Lanza concluiu que os humanos são seres eternos que criaram o conceito de vida e morte através de suas consciências. Ele alega que a morte não existe e que os humanos acreditam que ela exista porque eles crêem nisso coletivamente.

A morte é meramente o que pensamos que vemos. Na verdade, tudo é o que pensamos que vemos. Porém, na visão de Lanza, “se tratarmos o tempo e o espaço como coisas físicas, a ciência escolhe um ponto de início errado para a compreensão do mundo“.

O ponto de início do Professor Lanza é a biologia. Contudo ele adiciona um pouco de mecanismos de física quântica para abalar os céticos realistas. Ele aponta que o famoso experimento de física quântica, conhecido como ‘double slit’, ou experimento da abertura dupla em português, ajudou a demonstrar que partículas não são somente elementos isolados como pensamos. Ao invés disso, elas podem agir como duas entidades separadas ao mesmo tempo.

Em essência, quando gostamos de zombar que alguém possa estar vivendo em um universo paralelo, isto poderia na verdade ser verdadeiro para todos nós.

Lanza tenta nos fazer pensar sobre nossa própria existência de formas diferentes.
(Fonte: news.cnet.com, guardianlv.com através de OVNIHOJE)

“O que é a morte? A morte é quando a consciência pára de causar o colapso das possibilidades quânticas em eventos reais da experiência. Essa é a definição técnica da morte. Então, isso é interessante, pois na física quântica todos os objetos são possibilidades. Na verdade, momento após momento, incluindo nosso corpo e nosso cérebro, momento após momento nós causamos o colapso dessas possibilidades em eventos reais que experimentamos com o nosso corpo e o nosso cérebro. Quando perdemos essa capacidade de converter as possibilidades em eventos reais, nós morremos. Mas perceba o que está acontecendo: as possibilidades permanecem. É claro que algumas dessas possibilidades são possibilidades materiais. Essas possibilidades vão se desintegrar, no sentido do desaparecimento gradativo da estrutura, do desaparecimento gradativo da memória. Os corpos se desintegram. Mas, além do material, temos também componentes sutis, como a nossa mente, como o vital, como os nossos arquétipos supramentais, que vão além da mente e do vital, que também definem o nosso ser. Esses corpos são sutis. Eles não têm estrutura nenhuma. Eles podem continuar para além da nossa morte. Esse é o conceito da sobrevivência após a morte.”

(Amit Goswami)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Efeito Isaías

Por Gregg Braden(*)

 A ciência já provou através da física quântica que somos energia e que estamos todos conectados através de nossa vibração. Deus é puro amor, é energia e por ser energia, não morre, não desaparece, é imortal e está em todos os lugares. E como somos a imagem e semelhança de Deus, sabemos que somos energia e hoje podemos provar isso. Durante muito tempo achava-se que a menor partícula de uma célula, o átomo era feito de matéria. 

Depois descobriram que na verdade a maior parte de um átomo é vácuo, então achava-se que o núcleo que é muito pequeno seria material. Esta ideia caiu por terra quando através do uso de microscópios eletrônicos muito potentes verificou-se que o núcleo de um átomo é apenas uma energia condensada, não é matéria. Mas se tudo o que existe no mundo “material” é feito de um conjunto de células, estas são feitas de átomos e se um átomo de qualquer coisa não é material, então... No nível microscópio, nada é material, tudo é vibração, tudo é feito de energia condensada. Vivemos num universo de vibração e nossos corpos são feitos a partir da vibração da energia que emanamos constantemente. O que você pensa sobre o seu corpo e a sua saúde ? Apesar de pouco conhecido ainda, a descoberta do Grande Código Isaías nas cavernas do Mar Morto, em 1946, revelou as chaves sobre o nosso papel na criação. (http://www.imj.org.il/shrine_center/Isaiah_Scrolling/index.html) 

Entre estas chaves encontram-se as instruções de um modelo “perdido” de oração, que a ciência quântica moderna sugere que tenha o poder de curar nossos corpos, trazer paz duradoura ao nosso mundo e, talvez, prevenir as grandes tragédias que poderia enfrentar a humanidade. “Com as palavras de seu tempo, os Essênios nos lembram que toda a oração já foi atendida por Deus.” Qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto da criação que já foi criado e existe no presente como um estado “adormecido” de possibilidade. A física quântica já foi apelidada de Física das Possibilidades, por nos dizer que tudo o que imaginamos encontra-se disponível como uma das possibilidades que vamos assimilar em nossas vidas. A partir desta perspectiva, nossa oração baseada nos sentimentos deixa de ser “algo por obter” e se converte em “acessar” o resultado desejado, que já está criado no mundo vibracional (quântico, atômico) das infinitas possibilidades. Ou seja, nada é impossível, quando temos um desejo sincero, este desejo torna-se parte das nossas possibilidades futuras no nível quântico e só precisamos sintonizá-lo. Só devemos “atrair” a que desejamos através do pensamento. Então já que a ciência atual consegue provar através da teoria quântica que pensamento é energia, que toda energia tem uma vibração e que a vibração cria o mundo material, nossos corpos e todo o restante ao nosso redor foi e continua sendo criado através das nossas mentes coletivas. 

Também sabemos que a luz é uma fonte de energia, então cabe a indagação: A que estão conectadas as partículas de luz? Gregg Braden diz que estamos sendo levados a aceitar a possibilidade de que existe um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio deste campo. 

"A COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA"-  EXPERIMENTO 1: Neste experimento foi recolhida uma amostra de leucócitos (glóbulos brancos) de vários doadores. Estas amostras foram colocadas em uma sala com um equipamento de medição das alterações elétricas. Neste experimento o doador era colocado em outra sala e submetido a "estímulos emocionais“ provocados por vídeos que lhe causavam emoções. O DNA era colocado em um lugar diferente do doador, mas no mesmo prédio. O doador e seu DNA eram monitorados e quando o doador mostrava alterações emocionais (medidas em ondas elétricas) o DNA visualizado através de microscópios MUITO potentes expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS E SIMULTÂNEAS. Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador. O objetivo era saber a que distância poderiam estar separados o doador do seu DNA para que o efeito continuasse a ser observado. Pararam de fazer provas quando chegaram a uma distância de mais de 80 quilômetros entre o DNA e seu doador, e continuaram obtendo o MESMO resultado. Sem diferença e sem atraso de transmissão. O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo. Mas o que isto significa? Gregg Braden diz que isto significa que as células vivas se reconhecem através de uma forma de energia não reconhecida com antecipação. Esta energia não é afetada nem pela distância nem pelo tempo. Não é uma forma de energia localizada, mas uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo. 

EXPERIMENTO 2: Outro experimento foi realizado pelo Instituto Heart Math e nele se observou o DNA da placenta humana (a forma mais antiga do DNA) que foi colocado em um recipiente, onde podiam ser medidas as suas alterações. Foram distribuídas 28 amostras em tubos de ensaio para um mesmo número de investigadores previamente treinados. Cada investigador foi treinado para gerar e EMITIR sentimentos, e cada um podia ter fortes emoções. O que se descobriu foi que o DNA mudou de forma de acordo com os sentimentos dos investigadores. 1. Quando os investigadores sentiram gratidão, amor e estima, o DNA respondeu RELAXANDO e seus filamentos se estirando. O DNA ficou mais longo. 2. Quando os investigadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o DNA respondeu SE ENCOLHENDO. . Tornou-se mais curto e muitos códigos se APAGARAM. . Alguma vez você já se sentiu "carregado" por emoções negativas? Agora sabemos porque nossos corpos também se afetam. . Os códigos do DNA se conectaram de novo quando os investigadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão, harmonia e estima e em muitos casos houve a cura física de doenças. Estas alterações emocionais provaram que eram capazes de ir além dos efeitos eletromagnéticos. Os indivíduos treinados para sentir amor profundo, foram capazes de modificar a forma de seu DNA. Gregg Braden disse que isto ilustra uma nova forma de energia, que conecta toda a criação. Esta energia parece ser uma REDE TECIDA de forma AJUSTADA, e que conecta toda a matéria. Essencialmente podemos influenciar essa rede de criação por meio da nossa VIBRAÇÃO. Há mais de cinqüenta anos, em 1947, o Dr. Hans Jenny desenvolveu uma nova ciência para investigar a relação entre a vibração e a forma.' Mediante seus estudos, o Dr. Jenny demonstrou que a vibração produzia até geometria. O Dr. Jenny produziu uma surpreendente variedade de desenhos geométricos, desde alguns muito complexos até outros bastante simples, em materiais como água, azeite, grafite e enxofre em pó. Cada desenho era simplesmente a forma visível de uma força invisível. A importância destas experiências é que, com elas, o Dr. Jenny provou, sem espaço para dúvidas, que a vibração cria uma forma previsível na substância onde é projetada. Pensamento, sentimento e emoção são vibrações que criam um transtorno sobre a matéria em que são projetados, por esta razão precisamos tomar cuidado com o que pensamos e sentimos. Muitas pessoas se exercitam, vão à academia, bebem muita água, comem alimentos saudáveis, mas vivem com raiva ou pessimismo, assistem sempre aos noticiários negativos, adoram filmes de guerra, drama e violência, conversam sobre doenças, crise financeira, guerras, estas pessoas geralmente não entendem por que ficam doentes e deprimidas... O alimento que ingerimos é importante, mas as emoções são o alimento da alma e este alimento (as emoções) influenciam a nossa saúde e o nosso destino completamente Que tal ser amigo da sua alma? Veja coisas engraçadas, divertidas, alegres, bonitas, românticas, interessantes, instrutivas, espiritualistas, otimistas... Deixe o noticiário de lado, as conversas negativas, os livros e filmes violentos e tristes, pois o que isso agrega de qualidade positiva em sua vida? NADA!!!! Negativamente: TUDO!!! Seja mais feliz, ame-se e cuide com o alimento da sua alma... A chave para obter um resultado entre os muitos possíveis (assimilar uma das infinitas possibilidades que nos cercam) reside em nossa habilidade para escolher nossas emoções e sentir que nossa escolha já está acontecendo. Vendo a oração deste modo, como «sentimento», nos leva a encontrar a qualidade do pensamento e da emoção que produz esse sentimento: viver como se o fruto de nossa prece já estivesse a caminho. Se Pensamento, Sentimento e Emoção não estão alinhados não há União. Portanto: Se cada padrão se move em uma direção diferente o resultado é uma dispersão da energia e o resultado da sua oração não é “recebido” por você. Se, por outro lado, os padrões de nossa oração se centram na união, como pode o «material» da criação não responder a nossa prece? «...Qualquer um que diga a esta montanha: sai daí e joga-te no mar, não vacilando em seu coração, mas acreditando que acontecerá, assim será!!!» (Marcos 11,23). A chave para que a oração seja eficaz é a união do pensamento, do sentimento e da emoção. Diz Gregg Braden que alguns de "nossos cientistas" estão observando que o magnetismo da Terra está diminuindo drástica e rapidamente. Diz que quanto maior o magnetismo, maior é o tempo para a manifestação no nosso mundo o que pensamos e sentimos. Por conseguinte, quanto menor o magnetismo, menor será o tempo para nos encontrarmos com a manifestação de nossos desejos, então levará menos tempo para nossos desejo se manifestarem. Isto pode ser algo maravilhoso, não? Ou... Menos tempo para a manifestação de nossos medos, caso mantenhamos pensamentos negativos. Tudo depende de você. O que você mais pensa? CONCLUSÃO: Vimos que geneticamente nosso DNA muda com as frequências que produzem nossos sentimentos, e como é que as freqüências energéticas mais altas, que são as do Amor, impactam no ambiente, de uma forma material, produzindo transformações não só em nosso DNA, mas no ambiente que nos cerca. Ou seja, você possui muito mais poder do que imaginava... Quanto mais Amor deixarmos fluir por nossos corpos, mais adaptados estaremos para enfrentar o que possa acontecer em em nossas vidas. E podemos conduzir TODO o nosso planeta, mediante nossos pensamentos positivos em conjunto, para o melhor futuro possível. GREGG BRADEN

(*)Gregg Braden é desenhista de sistemas de computação aeroespaciais e geólogo chefe da Phillips Petroleum. Obras de Gregg Braden: A Matriz Divino, Tempo Fractal , A cura espontânea da Crença , A Matriz Divina , O Código de Deus , O Efeito Isaías. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mecânica Quântica - Uma Explicação Simples

"O comportamento da natureza não é estranho; o homem é que procura enquadrar a realidade observada no seu modo de entender o mundo (ou paradigma)." (Hélio Couto)

O prof. Hélio Couto nos dá uma explicação simples e clara sobre o que é, na realidade, a mecânica quântica:

A mecânica quântica é a teoria que descreve o comportamento da matéria na escala do “muito pequeno”, ou seja, é a física dos componentes elementares da matéria como moléculas, átomos e partículas subatômicas.
Para avançarmos na física quântica, precisamos antes conhecer alguns conceitos clássicos que nos serão muito úteis adiante:
...
Partícula: corresponde a um objeto que possui massa e é extremamente pequeno, como uma minúscula bolinha de gude. Costumamos imaginar que os corpos grandes são compostos de um número imenso destas partículas. Este é um conceito com o qual estamos bem familiarizados porque lidamos diariamente com objetos dotados de massa e que ocupam certa região do espaço. Fomos ensinados a raciocinar assim, por influência do paradigma newtoniano-cartesiano.


Onda: corresponde à transmissão de energia num meio material (por exemplo, água) ou não-material (por exemplo, vácuo).
Um exemplo bem simples do movimento ondulatório é o das oscilações da superfície da água de uma piscina. Se mexermos com a nossa mão sobre esta superfície, observaremos uma ondulação se afastando, igualmente, em todas as direções, do ponto onde a superfície foi perturbada. 

Pois bem, até o final do século XIX, prevalecia a idéia de que tudo era constituído por partículas que tinham seu movimento descrito fielmente pela mecânica newtoniana.
O que ocorreu no primeiro quarto do século XX foi que um determinado conjunto de experiências apresentou resultados conflitantes com essa distinção que se fazia entre os comportamentos de uma onda e de uma partícula. Veremos cada uma delas e suas implicações em nossa vida, no decorrer do livro.
A palavra “quântica” (do Latim quantum) quer dizer quantidade. Esse termo passou a ser utilizado depois da constatação que as ondas eletromagnéticas (por exemplo, a luz) podem ser explicadas como uma emissão de pacotes de energia (chamados quanta, plural de quantum).

Estranheza quântica

A mecânica quântica é uma parte da Física que alguns chamam não intuitiva. Isso significa que muitos dos seus achados e postulados parecem contrariar o senso comum sobre a forma como percebemos a realidade. Por exemplo, a dualidade onda-partícula, que veremos mais à frente, diz que as menores partes da matéria se comportam ora como partículas ora como ondas, dependendo da escolha do observador. Esta afirmação pode parecer estranha, mas é o que acontece no mundo real.
O comportamento da natureza não é estranho; o homem é que procura enquadrar a realidade observada no seu modo de entender o mundo (ou paradigma).
Nossa vida cotidiana transcorre numa escala macroscópica. Lidamos com objetos que podemos enxergar sem a ajuda de lentes ou microscópicos atômicos.
Já a física quântica lida com coisas tremendamente pequenas, as moléculas, os átomos e as partículas subatômicas.
O que causa estranheza às pessoas é que, no dia a dia, percebemos que as ondas são muito diferentes de objetos sólidos. Como algo poderia ser onda e ser partícula, ao mesmo tempo?

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Antes do Antes

Que havia antes do antes? 


Grande parte da comunidade científica tem como dado assegurado que o universo e nós mesmos viemos de uma incomensurável explosão - big bang - ocorrida há cerca de 13,7 bilhões de anos. Há um derradeiro fóssil desse evento, verificado pela ciência. Em 1965 dois técnicos norte-americanos da Bell Telephone Laboratories de New Jersey, Arno Penzias e Robert Wilson construíram um aparelho ultra sensível de microondas. Ao testarem o aparelho, constataram que nele havia um ruído que não podiam limpar. Ele vinha uniformemente de todas as partes do universo, uma onda baixíssima de três graus Kelvin.Qual a origem deste ruído cósmico de fundo? Eles e outros astrofísicos constataram que era o último eco da grande explosão e o derradeiro resto da irradiação inicial. Tomando como referência as galáxias mais distantes que estão fugindo de nós a grande velocidade e cuja radiação vermelha está agora chegando a nós, concluíram que tal fato teria ocorrido cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. Por isso, Penzias e Wilson ganharam o prêmio Nobel em física em 1978. Quer dizer, a nossa idade não é aquela de nosso nascimento mas essa, do nascimento do universo há tantos bilhões de anos, quando estávamos potencialmente todos lá juntos com os demais seres do universo. Este dado, segundo alguns, teria sido a maior descoberta da ciência.

Que havia antes do big bang? Os cosmólogos nos sugerem que havia o vácuo quântico, o estado de energia de fundo do universo, origem de tudo o que existe. Outros o chamam de abismo alimentador de todo o ser. Condensação dele, seria aquele pontozinho que primeiro se inflacionou como um balão e depois explodiu dando origem talvez a outros eventuais mundos paralelos, consoante a teoria das cordas. Mas o vácuo quântico, última realidade atingida pela microfísica, é ainda uma realidade discernível. É o antes. Mas antes deste antes discernível o que havia?

Num programa de rádio perguntaram a Penzias o que havia antes do big bang e do vácuo quântico? Ele respondeu: "não sabemos; mais sensatatamente podemos dizer que não havia nada". A seguir uma radiouvinte, irritada, telefonou acusando Penzias de ateu. Ele sabiamente retrucou: "Madame, creio que a senhora não se deu conta das implicações do que acabo de dizer. Antes do big bang não havia nada daquilo que hoje existe. Caso houvesse caberia a pergunta: de onde veio?" Em seguida comenta que se havia o nada e de repente começaram a aparecer coisas é sinal de que Alguém as tirou do nada. E conclui dizendo que sua descoberta poderá levar a uma superação da histórica inimizade entre ciência e religião.


O que podemos, honradamente, dizer é que antes do antes havia o Incognoscível, o Impenetrável, o Mistério. Ora, os nomes que as religiões atribuem àquilo que chamam de Deus ou Tao, ou Javé ou Olorum ou qualquer outra Entidade é exatamente de ser o Incognoscível e o Mistério a que se referia Penzias. Portanto, havia "Deus". Ele não criou o mundo no tempo e no espaço, mas com o tempo e com o espaço.

Que havia antes do antes? Agora podemos balbuciar: Havia a "Realidade" fora do espaço-tempo, no absoluto equilíbrio de seu movimento, a Totalidade de simetria perfeita, a Energia infinita e o Amor transbordante. Sequer deveríamos usar tais nomes, pois eles surgiram depois, quando tudo já havia sido trazido à existência. Na verdade deveríamos calar. Mas como somos seres de fala, usamos palavras que nada dizem. Apenas são flechas que apontam para um Mistério.

(Texto de Leonardo Boff, teólogo, membro da Comissão da Carta da Terra)

A Criação segundo o Rig Veda


Não havia então não-existência nem existência;
não havia o reino do ar nem o firmamento por trás dele.
O que protegia e onde? E o que dava abrigo?
Estava ali a água, a desmedida profundidade da água?

Não havia morte então, nem havia algo imortal;
não havia sinal ali, o divisor do dia e da noite.
A Massa Unitária, sem vida, vivia por sua própria natureza;
além dela nada mais havia.

As trevas lá estavam; a princípio escondido nas trevas
Tudo era um caos indiscriminado.
Tudo que existia então era vazio e informe.
Mas pelo grande poder do Calor nasceu aquela Unidade.

A seguir, surgiu o Desejo no começo, o Desejo,
a semente e o germe primordial do Espírito.
Os sábios que buscavam com o pensamento de seus corações
descobriram o parentesco do existente no não-existente.

Transversalmente estava estendida uma linha de separação:
o que, então, havia acima e abaixo dela?
Havia progenitores, havia forças poderosas,
ali havia ação livre e energia mais além.

Quem verdadeiramente conhece e quem pode aqui
declarar de onde nasceu e de onde veio essa criação?
Os deuses são posteriores a essa produção do mundo.
Quem sabe então como se originou?

Ele, a primeira origem da criação,
formou tudo ou não formou.
Na verdade, Ele, cujo olho vela pelo mundo nos altos céus,
sabe, ou talvez não saiba...

Rigveda X:129

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Quem Somos Nós?

Misturando documentário com ficção, o vídeo baseado no livro Quem somos nós? presta-se muito bem ao propósito de abrir as mentes a novas percepções. 

A realidade é algo externo e independente da vontade humana ou isto é uma falácia? 

Assista ao vídeo. Perceba que vivemos num mundo de paradigmas. E mude! Liberte-se! Estamos à beira de um fantástico despertar! 

"Quando vocês começarem a perceber que seu mundo está sujeito aos seus pensamentos e não o inverso, vocês simplesmente entenderão o quanto vocês pertencem a ele." (Twelve Insight)

O link: http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY