sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Por Que Não Queremos Ver?


Com tantas descobertas da física quântica, mostrando uma realidade completamente diferente daquilo que fomos condicionados a ver, por qual razão a humanidade continua repetindo os mesmos erros e apostando nos mesmos condicionamentos, crenças e preconceitos?

Parece que ainda não acreditamos que somos mais do que a simples matéria visível aos olhos.  O acomodamento, a inércia, a dificuldade de olhar para algo diferente são empecilhos graves à visualização de novas realidades. Isto me lembra a história do elefante. Por qual motivo um animal, cuja força é capaz de derrubar uma árvore adulta pela raiz, pode ser mantido em cativeiro com uma simples cordinha amarrada a uma pequena e ridícula estaca? Porque, desde bem pequeno, quando sua força ainda não era tão grande, foi mantido preso à mesma estaca. O elefantinho tentou, tentou, tentou e não conseguiu se libertar. Guardou a lição para o resto da vida e, ao se tornar adulto, não acredita mais na própria força. Pensa que a estaca e a corda são mais poderosas que ele.

O pior cego é aquele que enxerga muito bem, mas insiste em não ver aquilo que está diante dos seus olhos, porque isto implica em mudança e ele não quer mudar.
Como os elefantes de circo, nós nos acomodamos às nossas velhas estacas. Temos medo das mudanças. Temos medo de renascer para o novo, porque este renascer implica em morrer para o velho. E não queremos morrer para o velho, queremos continuar apegados às nossas verdades. É duro constatar que construímos nossa civilização baseados em conceitos ultrapassados. E é preciso uma dose bem grande de humildade para ver tudo isto. A arrogância humana é simplesmente patética. 

"Criatura alguma é capaz de alcançar um grau mais elevado da natureza sem cessar de existir", diz Ananda Coomaraswami.  

O universo quântico assusta, da mesma forma que assusta o universo íntimo daquele que se abriu às verdades do espírito. Temos receio das vastidões. Daí reduzirmos nossas possibilidades e nossos horizontes ao mínimo. No entanto, queiramos ou não ver, aceitemos ou não, a vastidão existe e nos puxa a todos para sairmos do lugar comum, para "cessarmos de existir" para o velho, alimentando e repetindo paradigmas ultrapassados, e integrarmos, como co-participantes, essa incomensurável Criação.


Os sábios védicos de outrora, como os mestres quânticos de hoje, apontam para o mesmo horizonte... 

E nossas estacas, de tão velhas, começam a se fragmentar...

Reproduzo, aqui, para nossa reflexão, algumas das descobertas quânticas que insistimos em não ver. O autor é o prof. Hélio Couto:

"O que a mecânica quântica mostra que praticamente ninguém quer ver?

* Mostra que a realidade não é material.

* Que a matéria é apenas uma forma de organização da energia.

* Que no nível mais fundamental só existe energia.

* Que tudo está conectado no nível subquântico.

* Que tudo é onda e que no final só existe uma única onda.

* Que o observador cria a própria realidade.

* Que a matéria obedece à vontade do observador.

* Que existem dimensões fora da terceira dimensão.

* Que a consciência continua após a morte.

* Que é possível estudar o que existe nas outras dimensões e descobrir a realidade das outras dimensões. Deixando de lado todas as histórias que criaram sobre isso.

* Que tudo é consciência e tem consciência.

* Que a onda é consciência.

* Que toda a matéria tem consciência.

* Que uma única consciência está experienciando a si mesma de infinitas formas.

* Que existe um sentimento nesta única consciência, que é dominante. E que tudo que contraria esse sentimento cria condições que trarão infelicidade para quem o criou.
Esse ajuste é a única forma que a consciência tem de fazer tudo voltar ao equilíbrio.
O universo tende ao equilíbrio e faz tudo que é preciso para voltar a ele. E isso implica em correções de rumo desconfortáveis para quem o tira do equilíbrio."

(Final da citação)

Mário Quintana disse: "Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes". Todos nós precisamos de humildade e coragem para abrir nossos horizontes e enxergar o novo mundo, que não está longe nem inacessível, mas aqui, na nossa porta.

*NOTA: Leia também o conto "Cegos Para a Amplidão":
http://contosatemporais.blogspot.com.br/


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